TRANSLATE MY PAGE

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

EL CALAFATE

           El Calafate é conhecida como a capital nacional dos glaciares, que são rios de gelo que descem a Cordilheira dos Andes, formando grandes lagos e rios que cortam a paisagem patagônica. A beleza da região é surpreendente e, por esta razão, é tida como um dos lugares mais bonitos do mundo. E o melhor, bem perto do Brasil.

          A viagem até este paraíso ainda quase intocado não é barata. As passagens aéreas partindo de Buenos Aires custam em média U$500,00 por pessoa. Os hotéis, a depender da escolha, podem ficar até acessíveis, já a comida é barata como em toda a Argentina. Apesar deste inconveniente, posso dizer com toda a certeza que os amantes do turismo ecológico e de aventura irão se maravilhar com tantas opções e beleza que El Calafate tem a oferecer.
Um dos Glaciares

          A cidade de El Calafate é pequena, com cerca de 5.500 habitantes, porém repleta de opções de compras e restaurantes. Pode-se ir a todos os lugares do centro sem necessidade de se pegar táxi ou ônibus. Os hotéis que ficam mais afastados, como no que eu me hospedei, há transfer regular e gratuito, de 30 em 30 minutos, entre o centro e hotel.

          O que mais interessa ao turista em El Calafate são os passeios, normalmente de dia inteiro, já que as distâncias são longas. Dentre as diversas opções de tours e atividades, destaco: Glaciar Perito Moreno, ice trecking, cruzeiro por lagos e glaciares e visita à El Chalten.
          
          O Perito Moreno é o maior glaciar da região, um paredão de gelo a se perder de vista, localizado numa reserva que também vale a pena a visita. Há dois passeios ao Perito Moreno. Um cruzeiro até bem próximo do glaciar e um outro que inclui todos os glaciares, inclusive, o Perito Moreno, com parada no parque para visitação e trecking. Eu fiz os dois passeios, porém o segundo é maior e contempla mais opções, razão pela qual o indico para os viajantes, pois num só dia conhecerão todos os glaciares e não apenas o Perito Moreno.

          O cruzeiro pelos lagos e glaciares é um espetáculo à parte e a cada minuto uma nova paisagem ainda mais deslumbrante se apresenta ao viajante. São lagos, montanhas, penhascos, icebergs, glaciares e vida selvagem, fazendo a alegria dos turistas boquiabertos. Já visitei muitos lugares lindíssimos em várias partes do mundo, mas o passeio pela região dos glaciares é o meu favorito. Simplesmente imperdível!!!
  
Iceberg
          Uma outra atividade igualmente imperdível é o ice trecking, ou seja, caminhada no gelo. Na realidade é um pouco mais que isso, onde o viajante utilizando equipamentos especiais (fornecidos pelas agencias de turismo local) faz uma caminhada em algum dos glaciares, passeando por uma imensidão de gelo, entrando em grutas de gelo e, ao fim do passeio, toma-se uma bebida com o gelo do glaciar. Infelizmente, não fiz a reserva desse passeio daqui do Brasil, então ao chegar em El Calafate não encontrei mais vagas e perdi esta atividade. Daí é importante reservar pelo menos o ice trecking com antecedência, para não perder a oportunidade, como ocorreu comigo em 2009. 
Glaciar Perito Moreno
          Outro lugar interessante, já fora de El Calafate, chama-se El Chalten. Trata-se de uma pequenina cidade situada num vale, conhecida mundialmente como polo de turismo de aventura, com trecking, rafting, escalada e muito mais. O lugar é bem isolado, repleto de aventureiros, valendo a visita apenas para conhecer e retornar à El Calafate. Logicamente que os amantes de aventura irão ficar alguns dias no local, pois atividade é o que não falta. Eu mesmo, por exemplo, que não sou tão fã de turismo de aventura, encarei uma subida de 2h na montanha, a fim de contemplar o vale e a cordilheira. O cansaço foi grande, o frio e o vento congelantes, mas a vista valeu a pena.
El Chalten
           El Calafate é um paraíso ainda quase intocável, com uma natureza exuberante e diversas opções de diversão e aventura ao visitante. Assim, quando for à Argentina não deixe de estender a viagem até El Calafate, que, para muitos, é a região mais deslumbrante do planeta.

Paisagem patagônica


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BARILOCHE

Subindo a montanha à caminho do Cerro Tronador
           Bariloche é um dos mais conhecidos destinos turísticos dos brasileiros. A proximidade do nosso país, a versatilidade da região e os baixos preços transformaram a Patagônia e, especialmente, Bariloche, num dos mais desejados destinos dos brasileiros em férias.

          Eu, particularmente, após duas viagens à Buenos Aires, resolvi investir um pouco mais e estendi o passeio até Bariloche. No início, fiquei com um pouco de receio, já que era verão e normalmente os turistas invadem Bariloche no inverno, em razão da neve e do esqui, assim ficou a dúvida se seria também interessante visitar a região no verão. Contudo, após ter sido convencido por minha agente de viagem, que me mostrou fotografias e informações sobre a região, decidi por arriscar e viajar à Bariloche no verão.
Cerro Catedral
           A viagem do Brasil à Bariloche pode ser feita direto ou, o que eu recomendo, dividi-la em duas paradas, uma na ida e outra na volta, em Buenos Aires. Isso porque, na maioria das vezes, o tempo de conexão ou é muito curto, havendo assim o risco de perder o voo, ou é longo demais, implicando em extenuantes horas de espera nos aeroportos. Além do mais, Buenos Aires é uma cidade muito interessante e uma parada por lá não é nem um pouco desagradável ao viajante.
           Já na chegada à Bariloche, somos recebidos por um lindo sol da manhã, iluminando os picos brancos da cordilheira dos Andes. No aeroporto já percebi que apesar das dúvidas, a beleza da região fica ainda mais exuberante com o colorido da estação mais quente. Na chegada ao hotel, o Vila Huinid Spa & Resort, outra alegria, pois o hotel é simplesmente fantástico, com quartos elegantes e confortáveis, um jardim lindíssimo e uma impagável vista para o lago Nahuel Huapi. Nas 4 noites que passei na região, posso garantir que cada momento foi especial, pois a exuberante natureza local com seus lagos, bosques e montanhas com certeza representam um dos lugares mais bonitos do planeta. Além disso, os habitantes são extremamente alegres e atenciosos com os turistas, muito diferente do serviço às vezes rude dos portenhos.
Lago Mascardi
           Bariloche e arredores possuem uma infinidade de passeios e excursões que podem ser escolhidos pelo viajante. No verão, a visita aos cerros e aos lagos andinos são o ponto alto da viagem. Toda a região é exuberante e aconselho reservar um carro para, pelo menos um dia, explorar a região de maneira mais tranquila e sem o barulho e horários dos tours regulares.

          Dentre os passeios sugeridos, destaco: Circuito Chico, Cerro Catedral e Cerro Tronador. Além desses passeios, se tiver tempo, o viajante pode visitar Vila La AngosturaCerro Bayo, Isla Victoria e Bosque de Arrayanes.
          O Circuito Chico é o mais badalado tour da região. Praticamente todos os turistas fazem este percurso, que passa por lagos e montanhas e de onde o viajante poderá desfrutar das mais maravilhosas paisagens da região. Porém, apesar de imperdível, não é ainda o melhor tour em Bariloche. O Cerro Catedral é o mais importante centro de esqui de Bariloche, porém também é aberto no verão, podendo o viajante subir de teleférico até o mirante mais alto, de onde tirará lidas fotos da região. O passeio até o Cerro Catedral, diferentemente do Circuito Chico, não é de dia inteiro, gastando-se apenas umas 4h para completá-lo. O último tour sugerido, que é a visita  ao Cerro Tronador, sem dúvida, é o meu preferido. Trata-se de um tour de dia inteiro, saindo bem cedo do hotel e somente retornando à noite, com pausas para almoço e lanche, além de diversas paradas nos mirantes ao longo do caminho. Várias são as razões pelas quais acho este o melhor passeio de todos. Primeiramente, visita-se o mais belo lago da região - Lago Mascardi - com uma cor azul que pelas fotos já dá para imaginar a beleza. Em segundo lugar, as paisagens de montanhas, lagos e cordilheira dão um tom especial ao passeio. Finalmente, o ponto alto do tour é a chegada ao Cerro Tronador, que além de ser enorme ganhou este nome em vista das avalanches diárias que fazem um barulho ensurdecedor, levando o visitante a apreciar de perto e com segurança toda a força da natureza, já que a cada hora  pelo menos duas ou três avalanches podem ser vistas pelos turistas. Assim, apesar de não ser o tour mais famoso em Bariloche, tenho plena convicção de ser este o mais interessante ao viajante e, por isso mesmo, imperdível. 
Cerro Tronador
          Entretanto, Bariloche não é somente famosa por suas belezas naturais, mas também pela gastronomia. A culinária patagônica é reconhecidamente deliciosa: o cordeiro, as carnes, as caças e os pescados, em especial a truta, são os destaques. Como dicas de restaurante indico o El Boliche de Alberto, Tarquino, El Patacon e o restaurante do hotel Llao Llao. O primeiro, mais simples, possue uma comida patagônica extraordinária e as sobremesas são deliciosas. O segundo, com uma arquitetura exótica, tem um menu patagônico moderno, vale a pena a visita. O El Patacon é bem famoso, já mais sofisticado, também é imperdível. O último vale a visita pela vista maravilhosa e pela cozinha requintada.
          Bariloche é, sem dúvida, um destino turístico belíssimo, capaz de surpreender o viajante a cada instante, deixando cada um de nós com vontade de retornar novamente e explorar os outros tantos lugares que se deixou de visitar. Certamente retornarei à Bariloche um dia. Quem sabe no inverno? De qualquer maneira, a vida humana é muito curta para um mundo inteiro para se conhecer e a cada férias há sempre um novo lugar a ser explorado...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

New York

           A minha vida de viajante começou um pouco tarde, já no ano de 2005, quando pela primeira vez saí do país e fui curtir o frio de Buenos Aires. Contudo, sempre torci um pouco o nariz para os Estados Unidos. Não sei se por questões político-ideológicas ou por informações de pessoas pouco esclarecidas sobre as atrações e o povo americano. Apesar disso, somente fiz adiar o inevitável. Pois mais cedo ou mais tarde iria visitar a terra do Tio Sam. Dito e feito!! No Réveillon de 2008 lá estava eu embarcando para Nova York para minha primeira experiência na América.
           Os Estados Unidos possuem uma infinidade de lugares maravilhosos para se conhecer, desde os mais badalados, até aqueles pouco conhecidos e que levam o viajante a maravilhosas descobertas.

          Nova York é uma cidade magnífica. A sua grandeza urbana, sua vida noturna, a infinidade de excelentes restaurantes, as atrações turísticas, são características marcantes e que fazem o viajante visitar e revisitar a cidade diversas vezes na vida, sendo que a cada visita uma Nova York diferente será (re)descoberta.


          Para visitar Nova York, primeiramente, acredito que a data deve ser bem avaliada pelo viajante. Logo de início não recomendo de maneira alguma o inverno, pior ainda o Réveillon. No inverno, pode-se pegar fortes nevascas e temperaturas muito frias, algo em torno de -20°C a -30°C. Posso dizer, com a autoridade de quem pegou temperaturas de -25°C, que o turismo com esse frio é quase impossível pelo desconforto, dor, dificuldade de locomoção e, até mesmo, o tormento para se tirar uma simples foto. No Réveillon é pior ainda por duas razões. Primeiro, por ser fácil pegar as temperaturas mais frias do ano no período; segundo, por que assim que a "bola" desce na Times Square, há uma correria geral de todos buscando o retorno o mais rápido possível a suas casas e hotéis, já que o frio àquela hora da madrugada é quase insuportável, mesmo com toda a proteção possível. Assim, sugiro a visita à cidade na primavera e outono, já que a beleza e o clima são um espetáculo à parte. No verão, assim como no inverno, agora em razão do calor "infernal", que faz o Nordeste brasileiro parecer um freezer, também não recomendo a visita. Afinal, não vamos sair dos trópicos para sofrermos com o calor no hemisfério norte.

          Escolhida a estação, a visita à Nova York é uma maravilha. É uma cidade ótima para compras, principalmente eletrônicos e roupas de grife. Pode-se comer maravilhosamente bem à cada esquina. É, para mim, a cidade mais segura do mundo e a facilidade do transporte público traz um merecido sossego aos viajantes menos experientes.

          Aos marinheiros de primeira viagem, sugiro que reservem um hotel próximo à Times Square, já que fica bem localizado, perto de todos os principais pontos de interesse, tais como: Broadway, Fifth Avenue, Central Park, dentre tantos outros. Aos viajantes mais experientes, sugiro ficar em New Jersey, onde há transporte 24h para Manhattan, bem como hotéis maravilhosos como o Hyatt (http://www.jerseycity.hyatt.com/), por exemplo. Aos turistas com pouco dinheiro, uma boa dica é alugar um apartamento, mesmo que para curta temporada, preferencialmente no Brooklyn ou New Jersey, já que os preços ficam bem mais em conta.

          A vida noturna de Nova York é maravilhosa, com atrações para todos os bolsos e gostos. Eu, particularmente, prefiro bares e restaurantes à boates. De qualquer forma, atração é o que não falta na cidade. Recomendo a visita ao Village e Tribeca, bairros muito elegantes e com diversidade de vida noturna, inclusive é nestes bairros que ficam os melhores restaurantes da cidade. Bem próximo fica o SoHo, onde além de restaurantes e bares, há muitas lojas requintadas de marcas famosas. Contudo, são vitrines apenas para se olhar, pois os preços são exorbitantes.

          A visita à Nova York não seria completa sem apreciar as suas principais atrações. Apenas para citar algumas: Times Square, Broadway, 5th Avenue, Estátua da Liberdade, Central Park, Metropolitan, Museu de história natural, Wall Street, Brooklyn, Empire State, Rockfeller Center...

          É importante o viajante preparar bem um roteiro para aproveitar ao máximo a visita à "Big Apple". Como sugestão de roteiro, apresento o seguinte: 1º Dia (visita à Broadway, descendo até Wall Street, depois seguir para Cortland Street, onde ficava o World Trade Center, depois City Hall e Park Hall, por fim descer a Fulton Street até o Pier 17, onde há diversos barzinhos e restaurante); 2º Dia (pegar metrô até Bowling Green Station, de lá ir andando até a Battery Park de onde pegará o Ferry até a Estátua da Liberdade e Ellis Island, e, no retorno do tour, pode passear pela Stone Street e parar para almoçar com a turma de Wall Street); 3º Dia (pegar metrô ou caminhar até a 6ª avenida, onde lá visitará o Rockfeller Center e Catedral Saint Patrick, em seguida deve subir até o Central Park, onde visitará o Museu de História Natural e o Metropolitan); 4º Dia (ir até a Grand Central Station, comer algumas ostras com espumante, chegar até a rua 42th com a 5th Avenida, onde lá visitará o prédio da ONU, o Bryant Park, New York Library e Chrysler Building, em seguida pegue o metrô e dirija-se até a Union Square ou SoHo, para comprar e comer). Essas são apenas algumas dicas de roteiro, que certamente trará maior facilidade e maximizará o curto tempo de permanência do viajante na cidade.
          Como opções de restaurantes existem várias, desde os mais populares aos mais sofisticados. Poderia recomendar ao viajante os seguintes: Sevilla Restaurante (que fica no Village), com excelente comida espanhola, devendo reservar ou chegar bem cedo, pois fica sempre lotado. Outro excelente restaurante é o River Café, localizado no Brooklyn bem próximo à ponte, com uma cozinha refinada e sofisticada e a melhor vista de Manhattan. Finalmente, recomendo o restaurante Anthos, que fica entre a 5ª e 6ª avenidas, na 36w 52nd Street, que além de estar no Guia Michelin, dispõe de uma comida grega excepcional, com pratos elaborados e ambiente requintado. Uma outra boa dica é pesquisar e reservar os restaurantes no site http://www.opentable.com/, pois além de comentários dos consumidores, pode-se saber a localização, preços, menu e ainda fazer a reserva on line.

          Pois bem. Falar de Nova York em poucas palavras é tarefa quase impossível. No entanto, espero ter contribuído para não apenas esclarecer ao leitor sobre as principais e mais importantes informações da cidade, como também, logicamente, instigar o viajante a visitar Nova York e desfrutar de todos os grandes prazeres que a "Big Apple" tem a oferecer. Assim, faça as malas e aproveite para curtir uma das mais fascinantes cidades do mundo.

sábado, 20 de novembro de 2010

USHUAIA E TERRA DO FOGO

      A América do Sul, em especial a Argentina, possue inúmeros lugares fantásticos para se conhecer. Um desses lugares, sem dúvida, é Ushuaia: a última fronteira!! Ushuaia é a capital da região denominada Terra do Fogo, também conhecida por Fim do Mundo. Trata-se de um lugar ainda selvagem e pouco povoado, tendo como atrações a natureza exuberante e a vida selvagem. 

     O viajante irá se deparar com paisagens lindíssimas, clima instável e  frio congelante. É importante, então, levar roupas apropriadas, como botas, calças impermeáveis, casacos, gorro e luvas. Ainda que no verão, a temperatura está sempre próxima do 0ºC e um lindo dia ensolarado pode transformar-se num dia de tempestade em questão de minutos. 
Isla de los lobos
       Em Ushuaia, várias são as atrações aos visitantes. Na cidade, come-se muito bem, destacando-se as carnes de caça e os pescados. Pode-se comprar roupas de couro e casacos, porém os preços não são convidativos. No entanto, as atrações estão mesmo fora da cidade, nos passeios pelos lagos, Canal de Beagle, e parques florestais. 

      Há alguns passeios que eu reputo como imperdíveis, são eles: cruzeiro pelo Canal de Beagle, ilha dos lobos-marinhos e ilha dos pinguins; Parque Nacional Tierra del Fuego com trem do fim do mundo; Lago Escondido e Fagnano; passeio off road de dia inteiro.
Farol do Fim do Mundo
    
      O cruzeiro pelo Canal de Beagle é interessantíssimo e a cada momento o viajante vai fazendo novas descobertas. As aves, os lobos-marinhos e, finalmente, os pinguins. O ponto máximo do passeio é o contato quase que direto com os pinguins, onde é possível tirar várias fotos destes animais tão especiais, os quais quase que parecem fazer pose para as lentes dos viajantes. Caso o viajante deseje um tour em que possa descer na Ilha dos Pinguins, é preciso comprar um pacote específico para a caminhada com os pinguins.

      Outro passeio que destacamos é o do Parque Tierra del Fuego, onde lá o viajante irá conhecer um pouco da história da colonização do local, irá admirar a Bahia Ensenada e a floresta da região, com seus bosques lindíssimos e, se der sorte, irá avistar castores e outros exemplares da fauna local. No parque, o viajante poderá também desfrutar de um passeio pelo antigo "trem do fim do mundo", que era utilizado pelos presidiários que trabalhavam na extração de madeira local, ainda na época do início do povoamento na região. Além disso, caso a visita se dê no inverno, em Ushuaia há uma das melhores estações de esqui da Argentina, localizada no Cerro Castor, o que pode ser uma ótima dica para conhecer a região e ainda aproveitar para esquiar um pouco.
Canal de Beagle

Ushuaia é, assim, um lugar interessantíssimo ao viajante, onde lá poderá descobrir um pouco sobre a história do povoamento do nosso continente, além de desfrutar das belezas naturais e da rica fauna local. A cada momento, novas e maravilhosas paisagens vão surgindo, às vezes inesperadas, o que faz da viagem à Ushuaia e à Tierra del Fuego uma aventura maravilhosa e imperdível. Então, façam as malas!!!  

    


Realmente no fim do mundo

Trem do Fim do Mundo


Ushuaia

domingo, 14 de novembro de 2010

PARIS: roteiro, gastronomia, atrações e dicas

     Paris é uma das cidades mais belas e charmosas do Mundo. A história, atmosfera, charme, beleza, atrações e a gastronomia são apenas algumas das maravilhas que a cidade luz pode oferecer aos visitantes. Deslumbrar-se com Paris não exige muito esforço ao viajante. Mas conhecer Paris, aí sim, é preciso uma preparação detalhada do roteiro, das prioridades e do quanto se deseja gastar, a fim de fazer dessa primeira viagem à França uma experiência única e indescritível.

     Em primeiro lugar, deve-se escolher a época do ano que deseja visitar a capital francesa. Por mais incrível que pareça, a cada estação Paris revela-se ainda mais esplendorosa, cabendo, então, ao viajante, escolher a sua estação favorita. No verão, a cidade ganha vida com os parques repletos de pessoas e os banhos de sol às margens do Rio Sena, fazendo a alegria de turistas e franceses. Na primavera - as flores. Não há visão mais bela do que passear pelo Jardin des Tuileries ou Jardin du Luxembourg repleto de flores de todos os tipos, perfumes e cores. Já no outono, a temperatura agradável, o clima e o número reduzido de turistas confere ainda mais charme à cidade luz. No inverno, o branco da neve contrastando com o tom pastel da arquitetura clássica parisiense conferem uma beleza única a uma cidade que já nasceu bela e deslumbrante.

Sacré Coeur

     Escolhida a estação, então deve o viajante procurar um bom hotel para ficar. Este é um passo importantíssimo! O primeiro cuidado que se deve ter é com hotéis de grandes redes, como Hilton, Novotel, Ibis, dentre outros, pois como contam com vários estabelecimentos pela cidade, corre-se o risco de ficar hospedado fora da peripheriqué, ou seja, fora do centro de Paris, o que acabará transformando a viagem num desastre. Eu passei por uma experiência desta quando fui, pela primeira vez, à Paris, ainda no ano de 2006. Fiquei hospedado no Novotel fora do centro, o que me obrigava a caminhar por 15 minutos até a estação de metrô mais próxima, depois seguir de trem por aproximadamente uns 40min, e, muitas conexões depois, chegar às regiões de interesse no centro. Além do incômodo do tempo perdido, Paris tem os problemas das grandes cidades, com uma criminalidade em ascensão. Daí, ficar na periferia da cidade é muito perigoso, a não ser que se viaje em excursão ou alugue um carro. No que tange à hospedagem, indico os bairros do Champs-elysées, Charles de Gaulle-Etoile e Torre Eiffel, pois são bairros centrais, calmos e próximos de todas as principais atrações. Há ainda os bairros Bastille, Marrais e Louvre, contudo não os acho tão atrativos aos turistas de primeira viagem, pois são muito comerciais e um pouco distantes da maioria das atrações principais da cidade. Por outro lado, também não recomendo os bairros do Quartier Latin e Montmartre. O primeiro possui hotéis muito antigos, com má conservação, sendo quase uma questão de sorte acertar a escolha. O segundo, por sua vez, além de muito distante das atrações mais centrais, possui cansativas ladeiras e um certo perigo à noite.

 

Entardecer em Paris

     Com a passagem e a hospedagem garantidas, deve-se preparar um bom roteiro de viagem, a fim de maximizar todo o tempo que ficar na capital francesa. Uma viagem à Paris não deve durar menos que 5 dias. As atrações são diversas e cada bairro e rua têm seu charme, daí a necessidade de uma atenção na preparação do roteiro.

     Primeiramente, deve o viajante selecionar as atrações principais:
Louvre, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs-Elysées, Tuileries, Opera etc. Tenho uma ótima dica aos jovens e casais mais dispostos e que estejam hospedados em em qualquer dos bairros que mencionei. Sugiro que façam um passeio a pé pela cidade, visitando todos os principais pontos de interesse de Paris. O roteiro seria o seguinte: Começa pelo Arco do Triunfo, segue descendo a Champs-Elysées até o Jardin des Tuileries e Museu do Louvre, depois caminha-se pela Île de la Cité até a Saint-Germain-des-Prés e Quartier Litin, para subir até o Jardim e Palácio de luxemburgo, de onde tomará um metrô até a Torre Eiffel. Recomenda-se acordar cedo, está bem alimentado e com sapatos confortáveis. Eu já fiz algumas vezes este roteiro e garanto que vale a pena. Após todo este percurso, no dia seguinte, sugiro um roteiro menor, mas também interessante, em que o viajante desceria na estação Tuilerries ou Louvre e de lá seguiria à pé até Place Vendôme-Bastilha-Madeleine-Opera. No Terceira dia, o viajante poderia visitar Montmartre, onde fica a Sacré Couer e tem uma vista magnífica da cidade. Lá poderia aproveitar para comprar alguma obra de arte de artistas de rua e almoçar em algum restaurante na Place du Tertre. De lá deve descer e visitar o Molin Rouge, numa caminhada de poucos minutos.

Vista da Pont Neuf com a cidade ao fundo

   Paris, contudo, não se limita às atrações mais famosas, valendo uma visita à La Defense, maior distrito comercial da Europa, com hotéis, shopping center, arranha-céus e um mirante no topo de uma das torres de onde se tem uma excelente vista da cidade. O contraste entre a Paris clássica e a moderna dará uma visão interessante ao visitante, que poderá também perceber toda a força da economia francesa. 
     Aos amantes da gastronomia, Paris tem a oferecer um mundo em aromas e sabores. Contudo, digo que não é tarefa fácil ao viajante inexperiente comer bem em Paris. Espero que não me interpretem mal, mas o que ocorre, na maioria dos casos, é que o marinheiro de primeira viagem escolhe restaurantes em locais turísticos, cuja cozinha e serviço são terríveis, por isso devem ser evitados. Tenho, então, duas dicas: A primeira delas é pesquisar bastante na internet e escolher os restaurantes mais bem avaliados e com menu assinado pelos grandes chefs; a segunda opção, bem mais barata, é sair dos locais turísticos e escolher aqueles restaurantes menores, charmosos e sem nenhum turistas à vista. Eu, particularmente, faço os dois, tanto escolho algum dos melhores restaurantes pela internet (Guia Michelin, Tripadvisor, etc), como adoro passear tranquilo pelas ruas de Paris e escolher um restaurante intuitivamente, seguindo as regrinhas que indicamos acima. Como sugestão de restaurante, um dos que mais me chamou a atenção, pela sua atmosfera agradável e moderna, vista fantástica e comida maravilhosa foi o Georges (http://goparis.about.com/od/parisrestaurantreviews/p/Georges_resto.htm), no Centre Pompidou, onde o viajante certamente terá uma noite inesquecível.

     No quarto dia, o viajante poderia visitar Versailles, que fica a uma distância de poucos minutos de Paris. Pode-se pagar uma excursão ou ir por conta própria, de carro ou trem. O passeio à Versailles é de dia inteiro e, como sugestão, aconselho alugar um carro, ir até Versailles e, depois, seguir até a região de Champangne, que fica bem próximo de Paris e é um lugar lindíssimo, podendo o viajante retornar à Paris à noite. Se for de trem à Versailles, vai saltar no centro da cidade e seguir à pé até o Palácio. Leve carteira de motorista, pois como os jardins são enormes, a dica é alugar um carrinho de golfe e passear tranquilamente pelos jardins.

     Paris também é conhecida pelas compras. LouvreContudo, não apenas as grandes lojas de grifes famosas dominam o universo consumista da capital francesa. O viajante menos abastado pode fazer boas compras em lojas de departamentos e outlets. A mais famosa loja de departamento é a Galeria Lafayette, que fica próxima à Opera de Paris, onde o viajante poderá comprar desde bebidas e roupas à móveis e eletrônicos a preços razoáveis. No entanto, para quem tem pouco dinheiro e muito tempo, a melhor dica é ir até a cidadezinha de Val D’Europe onde lá há um enorme outlet com todas as principais grifes mundiais a preços bem atraentes. A viagem é um pouco desconfortável e demora cerca de 1h, mas é imperdível aos consumistas compulsivos. Deve-se tomar o trem RER A/Marne-la-Valée e descer antes da Eurodisney, em Val D’Europe. Aos viajantes que não dominam a língua francesa, melhor é pedir orientação aos funcionários da estação, pois há bilhetes de metrô e RER com preços, horários e destinos pré-definidos, o que poderá causar transtornos, por exemplo, se comprar um bilhete para horário normal e retornar na hora do rush, já que tem valores distintos a depender do destino que se pretende ir, como Versailles e Val d'Europe, por exemplo. Para os viajantes que gostam de vinho e iguarias da culinária francesa, o Le Bon Marché Rive Gauche e a Lavínia são ótimas dicas.

     Paris é uma cidade deslumbrante, onde o viajante irá se encantar com a beleza, cultura, história e a enogastronomia francesa. Nesta postagem, porém, indiquei apenas alguns dos principais pontos de interesse ao viajante, deixando muitos outros de fora. No entanto, procuramos criar um texto com uma idéia de preparativos e roteiro para aqueles que nunca visitaram Paris, tornando, assim, mais fácil a viagem e, com isso, deixando o viajante com mais tempo livre para desfrutar da mais bela cidade do Mundo.


Cadeiras aguardando o viajante para descobrir o Jardim de Tuilleries


La Defense

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Califórnia: de San francisco à Los Angeles

Aquário de Monterey
 A Califórnia possui uma diversidade cultural e de belezas naturais extraordinária. Tem montanhas, estações de esqui, extenso litoral, lagos maravilhosos, vinhedos, cidades pitorescas e metrópoles cosmopolitas. É uma imensidão que jamais pode ser desbravada em uma ou duas visitas apenas. É preciso muito mais que isso para conhecer todas as maravilhas que a Califórnia tem a oferecer ao viajante.

Por ora, iremos descrever um pouco de nossa viagem à Califórnia, enfatizando o caminho percorrido entre San Francisco e Los Angeles, procurando, assim, traduzir em palavras as emoções sentidas e apontar, sempre que possível, dicas aos viajantes que pretendem um dia desbravar este Estado maravilhoso.

          Primeiramente, antes mesmo de sair do Brasil, temos que nos dedicar bastante na preparação do roteiro, reserva de hotéis e automóvel, busca por pontos de interesses etc. Para fazer o percurso de carro deve-se pegar a Highway 1, que é a estrada litorânea. Deve-se utilizar um GPS e levar um mapa rodoviário. Esta rodovia tem vários nomes o que às vezes confunde o viajante que acaba sem saber se está realmente na estrada correta ou em alguma outra via alternativa. A auto-estrada regular é a 101, porém é uma via expressa sem nenhum atrativo especial ao viajante.
           Ao sairmos de San Francisco, pegamos uma via de acesso até entrarmos na Highway 1 em direção à Monterey, onde fizemos a primeira parada. Não aconselho pernoitar em Monterey, pois é bem próximo à San Francisco (112 milhas - 2h) e não tem grandes atrações, a não ser o seu aquário - que é imperdível. A CA-1, neste trecho, tem o nome de Cabrillo Hwy, então não se preocupe pois você estará na estrada certa. Ao começar a margear o litoral, já são visíveis as paisagens lindíssimas. É a abertura de um espetáculo que tem seu ápice com o trecho denominado Big Sur.
          Paramos em Monterey para conhecer o aquário e almoçar e de lá seguimos em direção à Carmel, uma lindíssima cidade, que há alguns anos atrás tinha como prefeito o ator e diretor Clint Eastwood. Em Carmel-by-the-sea (este é o nome da cidade), ficamos hospedados num lodge simples, mas bem conveniente, porém um pouco afastado do centrinho e da orla de Carmel. Contudo, isso não prejudicou o passeio, pois há muitas vagas de estacionamento nas ruas onde se pode deixar com segurança o veículo. Carmel é muito bonita e elegante, possui uma infinidade de restaurantes, joalherias, lojas de grife e uma orla lindíssima. A arquitetura das casas, a tranquilidade e o clima da cidade nos remete ao passado e nos faz esquecer das desventuras do nosso cotidiano. É uma típica cidadezinha do interior, mas rodeada de elegância, riqueza e sofisticação.
          Um pouco antes de Carmel, cerca de 5 milhas, fica a famosa Pebble Beach, com suas mansões magníficas, celebridades e os badalados campos de golfe onde se disputam os torneios da ATP. É em Pebble Beach que se localiza a 17-Mile Drive, que é uma estrada sinuosa dentro de um condomínio luxuoso e que se abre ao turista mediante o pagamento de uma taxa (cerca de U$20,00), devendo o viajante percorrê-la, pois a beleza da paisagem de bosque e mar é indescritível.  
O  Famoso Lonely Cypress
Após dormirmos em Carmel, seguimos viagem em direção à Cambria, onde passaríamos a noite. De Carmel à Cambria são 100 milhas, aproximadamente 2h. Este é o trecho mais bonito da viagem, cuja beleza já pode ser vista logo após umas 20 milhas de Carmel. Os penhascos, montanhas, florestas e o mar tornam a viagem perfeita, com descoberta de paisagens indescritíveis a cada curva. Acredito que tenha levado umas 4h até Cambria, devido a tantas paradas no caminho para apreciar a vista e tirar fotos. É de tirar o fôlego!

          Antes de chegarmos à Cambria, paramos para visitar a praia dos leões marinhos, que da estrada já podemos ver a aglomeração de pessoas e carros, e visitamos ainda no Hearst Castle, onde almoçamos. Já em Cambria, onde ficamos num lodge de frente para o mar na agradável Moonstone Beach, tivemos tempo para explorar bem a cidade e redondezas. Em Cambria jantamos num excelente restaurante chamado Black Cat Bistro. Próximo à Cambria fica San Simeon e Paso Roble. Esta última cidade ficou conhecida através do filme Sideways e faz parte de uma grande região vinífera da Califórnia. Como o percurso é curto, vale a pena dar uma volta e conhecer as vinícolas da região.
Carmel
          No dia seguinte, após uma excelente noite de descanso, fomos em direção à Los Angeles -234 milhas de Cambria. No caminho o viajante deve tomar cuidado para não sair da Hwy 1, seguindo sempre pelo litoral. Há ainda diversos pontos de interesse pelo caminho: Pismo Beach, Grove Beach, Lompoc, San Luis Obispo, Los Olivos, Solvang, Santa Bárbara, Santa Mônica, Malibu e Venice Beach. Sugiro ao viajante que saia bem cedo de Cambria, pois são muitos os lugares a se visitar, o que pode demorar um dia inteiro, mas garanto-lhes que a experiência é imperdível!!!
Big Sur
          Nós paramos em todos estes lugares, mas coloco em posição de destaque a cidade de Solvang, uma típica cidade dinamarquesa, com moinhos e arquitetura européia. Uma verdadeira maravilha. Santa Barbara também é bem interessante, apesar de já ter um ar de metrópole, destacando-se a Missão de Sta. Barbara, que vale a pena conhecer.

          Eu aconselho dormir em Santa Mônica pelo menos uma noite, para depois de lá seguir até Los Angeles. Infelizmente, errei ao escolher dormir em Venice Beach, pois o lugar é terrível, feio e perigoso. Essa foi a grande pegadinha da viagem.

          Malibu é também um lugar que vale a pena visitar, tirar fotos e sentir-se muito pobre. Pois é viajantes, Malibu deixa Mônaco bem atrás em ostentação de riqueza. Só para se ter uma idéia, num trecho de uns 2km, talvez menos, contei mais de quarenta Porsches, sem falar em Lamborghinis, Ferraris, Zonda etc. As mansões encrostadas nas montanhas, além daquelas à beira mar, são uma visão muito interessante ao viajante.
Big Sur
Chegando à Los Angeles, apos 3 dias de viagem e aproximadamente 400 milhas de estrada, alcançávamos o final desta aventura pela mais magnífica rodovia do mundo, com uma paisagem de sonho, cidades bucólicas e requintadas e um ambiente de inspiração até ao viajante menos sensível. Posso afirmar com certeza de que esta viagem deve estar sempre no topo da lista de qualquer aventureiro. Não é um roteiro simples de se fazer, há poucas opções de hotéis para reservar pela internet e o custo é relativamente alto, não saindo uma noite de hospedagem por menos de U$ 100 o casal.
          Apesar destas dificuldades, acredito que o custo/benefício é razoável, pode-se economizar alugando veículos mais simples e comendo em restaurantes sem grande sofisticação. Aos que dispõem de um pouco mais de grana, aconselho ficar nos melhores Lodges e alugar um carro conversível. Eu, particularmente, aluguei um Chrysler Sebring conversível por um preço bem razoável (U$ 240 por 4 diárias) e posso dizer que foi uma excelente escolha. Assim, recomendo aos viajantes conhecer a California e fazer de carro o trecho da Highway 1, entre San Francisco e Los Angeles. Uma aventura indescritível!!!
17-Mile Drive - Pebble Beach
Pebble Beach

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Las Vegas

Vista do Down Town
           Las Vegas sempre foi para mim um sonho de consumo. As luzes, os jogos, shows, eventos, enfim, uma "Disneylândia para adultos". A imagem que tinha de Vegas, porém, era um pouco limitada pela síntese Hollywoodiana. Las Vegas é muito mais que um complexo de casinos. O Estado de Nevada e sua cidade principal têm muito mais o que oferecer aos visitantes, além de jogos e shows eróticos. Os excelentes restaurantes, os hotéis maravilhosos, a paisagem desértica instigante, as maravilhas do Grand Canyon e do Death Valley National Park, são apenas alguns dos atrativos de Vegas e arredores, os quais devem ser explorados pelos viajantes.
À noite na famosa Strip
          A aventura em Vegas deve começar com o aluguel de um carro, preferencialmente, um esportivo possante, que por lá tem preços bastante acessíveis, podendo ser alugados desde o Brasil pela internet. O período de permanência deve ser entre 3 e 4 noites, para que possa o viajante aproveitar bem as suas atrações. Os hotéis, até mesmo os mais luxuosos, possuem preços módicos, algo em torno de US$ 100,00 em média e isso em se tratando dos mais caros. Já acomodado e com o carro alugado, aproveite para dar um passeio à noite pela Strip, avenida em que se concentram os principais hotéis e casinos de Las Vegas, para desfrutar de suas luzes e sentir um pouco de sua energia fervilhante.
Testando no deserto a força dos 300hp do Mustang
          Como já havia dito antes, muitas são as atrações de Vegas, desde restaurantes e shows a passeios e excursões, além, logicamente, da jogatina generalizada. Como não sou jogador, fui então curtir as outras maravilhas que Las Vegas tinha a oferecer. 

         O aluguel do carro será necessário para passeios pela cidade, compras no Premium Outlet, que fica distante do centro, e para conhecer o deserto de Nevada. O passeios até o Death Valley National Park pode ser feito de carro, já que a distância é de pouco mais que 280 km. Já a visita ao Grand Canyon, por ficar a uma distância de 400 km de Vegas, não deve ser feita por carro. O viajante, então, pode contratar um tour ao Grand Canyon no próprio hotel ou pela internet. O mais interessante é o tour aéreo + terrestre, já que além da fabulosa vista aérea, perde-se pouco tempo com a viagem. São várias as empresas que fazem este passeio, dentre elas posso destacar: Westwind Air ServiceLas Vegas Grand Canyon Tour.

          A cidade de Vegas não dorme nunca. Toda hora do dia ou da noite a movimentação de pessoas e automóveis é enorme. Também é fácil cruzar por celebridades e visitantes endinheirados em seus Rolls-Royce e Ferraris. O viajante não pode deixar de curtir os excelentes shows que diariamente são oferecidos pelos Hotéis e Casinos como o são o Lion King, Blue Man GroupCirque du Soleil. Já os amantes de adrenalina não podem perder a visita ao Stratosphere Hotel, onde há no topo do prédio diversos brinquedos de deixar qualquer um com o estômago na boca.

          Uma outra coisa que me chamou a atenção em Las Vegas foi a energia das pessoas. Por toda parte que andamos encontramos pessoas alegres, jovens preparando-se para a balada, casais curtindo a noite, noivas recém-casadas passeando pelas ruas e jogadores inveterados com os bolsos repletos de muitos dólares para gastar. Las Vegas é a meca do consumismo! Desde simples roupas de outlet até relógios de US$ 200.000,00, tudo pode ser comprado em Vegas.

          Las Vegas localiza-se bem no meio do nada, destacando-se os arranha-céus na paisagem árida do deserto de Nevada. É uma cidade realmente interessante e que leva o viajante ao extremo em suas sensações. Vale muito a pena visitá-la, independentemente da idade ou estado civil. Seja jovem, idoso, solteiro ou casado, Las Vegas é certeza de diversão garantida. E, como se vê logo em seu aeroporto, "What happens Here Stays Here. Então, curta a viagem pois isto é Vegas!!!
Chegada à Vegas...Ainda no aeroporto


terça-feira, 12 de outubro de 2010

PRAGA

Praça central
           A cidade de Praga, capital da República Tcheca, é tida por muitos como a Paris do Leste Europeu. A sua beleza clássica, com arquitetura lindíssima e medieval e com seus castelos suntuosos são o seu charme.

          No quesito beleza, realmente Praga surpreende até mesmo aos viajantes mais experientes. Cada ruazinha, cada construção, cada praça externam uma beleza idílica e até certo ponto quase de fantasia. Essa é Praga! Durante a noite, a atmosfera muda completamente, parece que estamos diante de uma cidade fantasma, com pouco barulho e movimento nas ruas, porém, se observamos mais atentamente, veremos que os bares, restaurantes e clubes noturnos estão repletos de gente curtindo alegremente a noite. Aí é só escolher o lugar de sua preferência e aproveitar a noite na República Tcheca.

             Para conhecer Praga não são necessários muitos planos e pesquisas, porém algumas dicas são importantes. Primeiramente, deve o viajante hospedar-se na área central, se possível, em Praga 1. A razão para isto é bem simples, caso fique afastado do centro, não terá atrações para ver, gastará muito com transporte, além de perder tempo precioso na sua estadia. Uma outra razão, é que os taxistas são muito malandros e, com a dificuldade da língua, poderá lhe custar alguns euros a mais. Por experiência própria, fiquei em Praga 5, o que me fazia gastar muitos minutos no metrô, e, numa madrugada em que retornava ao hotel, acabei pagando o dobro pela corrida de táxi, por ter encontrado um taxista "ladrão" pelo caminho. Aos jovens solteiros, as mulheres tchecas, reconhecidamente lindas, utilizam-se de sua beleza e esperteza para furtar os menos atentos. Contudo, estes pequenos detalhes, se contornados habilmente pelos viajantes, não irão atrapalhar a viagem.
Rudolfinum Concert Hall
           Escolhido o hotel, preferencialmente no centro, o resto é fácil, bastando ao viajante dividir a área de interesse e percorrer todo o roteiro à pé mesmo. Em Praga o importante é gastar a sola do sapato e andar bastante. Muitas são as atrações do lugar Apenas para citar algumas: Portão de Pólvora, Castelo de Praga, Ponte Charles, Praça da Cidade Velha, Igreja de Tyn, Igreja de São Nicolau, Jardim Kynski, Mosteiro Strahov, Portão Gótico, Parque Petrin, réplica da Torre Eifell, Old Town Square e Rudolfinum Concert Hall.



Ruas da cidade velha

           No aspecto diversão, muitas são as opções de Praga, tanto para os solteiros, como para os casais. Aos solteiros e casais mais animados, vale a pena curtir uma noite na Boate Karlovy Lazne (Smetanovo Nabrezi, 198 – na ponte charles, à direita – lado staré mesto). Esta já foi considerada a maior boate do mundo, com seus quatro andares, cada um tocando um estilo musical diferente e contando com frequentadores igualmente distintos. Há também os diversos pubs na área central, que são uma ótima atração para aqueles que querem beber e ouvir uma boa música.

          No quesito restaurantes, também há diversas opções para os mais variados gostos. Sugiro que aproveitem a comida local, que é muito deliciosa e, apesar dos nomes estranhos, pode fazer o pedido e curtir a comida simples, porém saborosa do lugar. Eu selecionei aos leitores algumas opções de restaurantes, são eles:
No bairro judeu (U Máxima – comida Theca); na Mala Strana ( U Cerneho Orla – comida Theca); na Cidade velha (Pivnice Skorepka – especialidades: joelho de porco, medieval e frango). Além disso, é imperdível o passeio à noite pelo Rio Vltava, com ou sem o juantar incluso, pois a vista é incrível, principalmente pelas luzes dando destaque à maravilhosa arquitetura dos prédios históricos. Aos amantes do vinho, sugiro que experimentem os da uva Merlot e o Tokaji húngaro, que são vendidos por preços bem acessíveis.

          Praga é também um bom lugar para compras. Por ser uma das cidades mais baratas da Europa, o viajante pode encontrar roupas de grife a preços de outlet no próprio comércio local. Além disso, há várias opções de artesanatos, como brinquedos de madeira, marionetes e bonecas russas.
Portão próximo à Ponte Charles

          Uma outra dica importante é que as estações de metrô não possuem catracas, nem funcionários vendendo bilhetes. Além disso, as máquinas possuem pouca ou nenhuma informação em inglês, sendo uma missão quase impossível adquirir o passe com a certeza de que está fazendo o procedimento correto. E o que deve o viajante fazer? Bom, deve dirigir-se à máquina, adquirir o ticket, que é individual e indica o número da zona que você vai circular, passar pelos totens de validação, validar o bilhete no sensor e embarcar. Sempre adquira mais bilhetes do que necessita, pois há muitos agentes de controle que podem requisitar seu passe no interior da estação e aplicar multas em caso de alguma infração.

          Praga é uma cidade belíssima, tanto durante o dia, como à noite. A visita irá mergulhar o viajante numa atmosfera medieval, com belezas naturais e arquitetônicas únicas, que fará valer cada minuto nessa lindíssima cidade do Leste Europeu. Então, faça as malas e boa viagem!!! 


Vista da cidade com o Castelo de Praga no alto






A cidade à noite

sábado, 9 de outubro de 2010

Viajando pelo Vale do Loire

Chambord
          A França é realmente um lugar magnífico e por mais que à visitamos sempre tem muito a nos oferecer em experiências extraordinárias, fazendo-nos apaixonar cada vez mais por aquele país. Não é à toa que a França é o principal destino turístico do mundo.

          Dentre todas as regiões da França, o Loire, com certeza, é uma das mais bonitas e que mais fascina o viajante. Como o próprio nome já diz, o Loire é um rio importante e ao longo de seu vale fértil diversas cidades e importantes castelos foram surgindo ao longo dos séculos. Há uma distância cômoda de Paris, cerca de 400 km, torna fácil o deslocamento do viajante até a região e poder desfrutar de toda sua beleza natural e arquitetônica, bem como de sua gastronomia excepcional. 

Os vinhedos do Loire e suas pequenas propriedades
           Saindo de Paris, deve-se pegar a A10, rodovia larga e com limite de 130 km/h e daí seguir até Blois, que é o centro do Vale do Loire. Em Blois não há muito o que se ver, mas de lá pode-se seguir aos principais castelos da região, voltando no final do dia para dormir e começar tudo novamente no dia seguinte.

          Para conhecer o Vale do Loire torna-se imprescindível alugar um carro, pois as distâncias são grandes de um castelo para outro e, diante da existência de dezenas de castelos, o carro mostra-se mais eficiente. Pode-se alugar em Paris a preços módicos. A estadia no Loire pode ser de dois modos: ou se escolhe uma cidade central, como Blois, e lá fica nas pequenas pousadas à margem da rodovia ou em hotéis no centro; ou se escolhe duas ou mais pequenas cidadezinhas para pernoitar e delas seguir para os castelos. Eu fiz as duas coisas. Reservei uma pousada simples, com estacionamento e banheiro individual, na rodovia que cruza Blois, pagando 40 (quarenta) euros por noite, onde lá passei um dia apenas. Depois, segui para um pequenino château do franco-brasileiro Eric, que se localiza há 1 km da charmosa cidade de Pontlevoy, onde há uma hospedaria bastante confortável, que suporta apenas dois grupos de visitantes por cada vez, garantindo assim tranquilidade e, se der sorte como nós, terá uma propriedade inteira à sua disposição, posto que são raros os hóspedes. Por falar português e ser casado com uma brasileira, para o viajante fica fácil descobrir detalhes do Vale do Loire, boas dicas de restaurantes e lugares à visitar, tudo que o turista precisa para aproveitar ao máximo sua viagem. Abaixo tem a foto da propriedade do Eric, que além de tudo produz seus próprios vinhos, os quais estão à disposição dos hóspedes em sua adega particular. O site do hotel é http://www.les-grandes-vignes.com/.

O château Les grandes Vignes onde ficamos hospedados
          O que visitar no Loire? Bom, primeiramente, os castelos; depois, as belíssimas e charmosas pequenas cidades que são descobertas ao longo das estradas percorridas para se chegar aos pontos de interesse. Como são dezenas de castelos, apenas vou indicar os imperdíveis: Chambord, Chenonceau e Cheverny. Quanto às cidades, temos várias que devem ser descobertas, principalmente, pelos ótimos restaurantes, destacando-se Amboise e Tours.

          Recomenda-se passar pelo menos três noites na região, tempo suficiente para descobrir os principais castelos e cidades. Contudo, o máximo que indico são cinco noites, uma vez que após alguns dias torna-se um pouco enfadonho visitar mais outros tantos castelos, principalmente depois que já se viu os mais importantes e belos.  
         

Chenonceau

           A gastronomia do Loire é muito rica, principalmente pelos escargots, coquille St-Jacques, andouillette, faisão e carnes de caça. Dentre os vinhos destacam-se os brancos e os espumantes, valendo a pena trazer alguns exemplares, já que são pouco encontrados no Brasil.

          O Vale do Loire é um dos mais magníficos destinos da França, tornando a visita uma aventura imperdível para o viajante que deseja descobrir um lugar simplesmente inesquecível.

Passeio pelos vinhedos da propriedade do´Eric onde nos hospedamos