TRANSLATE MY PAGE

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Suiça em 8 dias: Zurique

  
     Com neve caindo, deixamos Interlaken com destino a Zurique, na esperança que lá o tempo estivesse um pouco melhor. Entre Berna e Zurique, passamos pela bela cidade de Olten, com lindas casas coloridas e banhada por um rio de águas claras. O tempo estava um pouco melhor, sem chuva ou neve, apesar de bastante nublado. Chegando em Zurique, deixamos as malas e fomos circular pela cidade, aproveitando que não estava chovendo e nem nevando. A Old Town de Zurique é lindíssima, com casinhas coloridas, igrejas majestosas e lindas ruas para caminhar ou apenas sentar e ver o tempo passar contemplando a cidade. Passamos horas passeando, totalmente admirados pela beleza e charme da cidade. O centro moderno com suas lojas de grife é de uma elegância que deixa a Champs Elysée a ver navios, sendo mais um destaque da belíssima Zurique. Durante o passeio, paramos duas vezes para degustarmos as guloseimas suíças. Numa primeira para comemos muito chocolate e, numa segunda, paramos para tomar um bom café e comer uma torta simplesmente deliciosa. Após muito andarmos e comermos, voltamos para o hotel, pois, no outro dia, acordariamos bem cedo para irmos até Lucerna.


      No início da tarde, depois de um maravilhoso passeio por Lucerna, o que, aliás, valeu muito a pena, porém trataremos de Lucerna noutra postagem, voltamos para Zurique e fomos direto para o hotel, a fim de descansarmos um pouco para podermos sair à noite e nos despedirmos de Zurique e deste país lindíssimo e fascinante que é a Suíça. Naquela nossa última noite, saímos para dar um último passeio, aproveitando que a chuva estava bem fraca. Foi uma maravilha passearmos pelas ruas vazias de Zurique, com suas vitrines coloridas e iluminadas, clima bem romântico para finalizar nossa viagem. 
     Posso dizer que Zurique foi uma das cidades mais bonitas que descobrimos na Suiça, tendo sido uma grata surpresa, pois imaginávamos uma cidade bem moderna e com um aspecto pouco atrativo dos grandes centros. Mas não! É realmente uma cidade moderna, que porém harmoniza bem com a história e arquitetura de suas construções antigas. Dizemos, assim, adeus à suíça e um certíssimo até breve, já que há ainda muito o que se explorar.





domingo, 5 de fevereiro de 2012

SERRA DA ESTRELA


Belmonte
Ovelhas que encontramos pelo caminho
  A Serra da Estrela sempre foi um dos lugares que queria conhecer aqui em Portugal. Com a chegada do inverno, decidi ainda em fevereiro desbravar este local tão encantador de Portugal, principalmente por ter neve, estação de esqui, lagos e muita mata para trilhas. No início de fevereiro reservei então a Casa Lagar da Alagoa, número 1 no Booking.com, com 92 pontos atribuídos pelos internautas e, o melhor, o preço, apenas 60,00 Euros/dia, em quarto duplo e com café da manhã incluso. Mas, sobre a pousada, deixarei para falar mais à frente.


Monsanto

Monsanto

Castelo em Belmonte
 







Vista do alto de Sortelha

Cidades pelo caminho
Saimos de Lisboa no sábado, às 10h, depois de alugarmos o horrível FIAT/PANDA, porém com um preço bem convidativo, ou seja, 43,00 Euros, por 3 dias e já com o seguro incluso, pela Interrent (locadora mais barata de Lisboa, localizada na Estação de Metro Santa Apolônia). Pegando a estrada, foram 308km até chegarmos à região de Manteigas, lugar onde se localizava nossa pousada. Como já passava das 13h, resolvemos almoçar primeiro e só irmos para a pousada no final do dia. Almoçamos, então, na Pousada São Lourenço, localizada na zona urbana de Manteigas. Bem, pedimos um cabrito ao forno e um coelho e, confesso, que apesar de estarem saborosos os pratos, não nos impressionou. O alto preço do lugar (85,00 Euros - entrada, prato principal, 2 taças de vinho e sobremesa para duas pessoas) também não nos convenceu de ser ali uma boa opção. Bem, a vista da pousada é simplesmente perfeita e este foi o ponto alto do lugar. Recomendaria uma outra opção de almoço, como em Valheilhas ou no famosíssimo O Albertino, que, infelizmente, ficou para outra ocasião.
Igreja perdida numa aldeia
 Após estarmos com a barriga quase estourando, resolvemos aproveitar o resto do dia e irmos logo à famosa Torre, onde há a estação de esqui Vodafone. O caminho por Manteigas é bem mais longe do que por Corvilhã, porém esta dica ficará para os visitantes deste blog, pois, como não sabíamos, fizemos este percurso mais longo. No entanto, o trajeto é bem bonito e, aos 1400m de altitude, vimos pela primeira vez a neve portuguesa. Sim, aqui há neve! Muitos lugares bonitos e uma meia hora mais tarde chegamos à aldeia mais alta de Portugal, cujo nome é Sabugueiro. Inclusive, seria um ótimo lugar para hospedagem, pois fica a uns 5 minutos de carro da estação de esqui, além de ter um centrinho bem movimentado com bares e pousadas. Mais outra dica que deixo para os amigos viajantes e que não a encontrei na minha singela pesquisa pré-viagem. Ao passarmos por Sabugueiro iniciamos a subida de uns 600m até a altitude de aproximadamente 2000m, onde se situa a Torre e a estação de esqui Vodafone. O lugar é pequeno, porém tem o que o viajante precisa: neve, gelo, lanche, centro de artesanato e equipamentos de esqui. Como não somos de esquiar, o fizemos uma única vez, compramos por 15,00 Euros um trenó para duas pessoas, com o qual nos divertimos bastante descendo uma das pistas que estava aberta. Para quem não sabe ou não quer esquiar de verdade, a brincadeira com o trenó é bem divertida e muito menos perigosa, já que dificilmente sofrerá algum acidente com maior gravidade (torção de joelho, por exemplo).

Sortelha
 Após uma hora de brincadeira na neve, descemos a montanha até o povoado de Vale da Amoreira, onde se localiza a Casa Lagar da Alagoa, nossa hospedagem para aquela noite. Logo ao chegar, fomos recebidos pelos proprietários, Senhor Bento e Dona Maria do Céu, que com um calor humano e atenção inigualável fez a nossa permanência na Casa Lagar simplesmente perfeita. O quarto, o lanchinho da noite que nos serviu Dona Maria do Céu, o café da manhã com um bom café tirado na hora, pães e um queijo de cabra curado delicioso, além, claro, da boa conversa ao "pé" da lareira que tivemos com os proprietários antes de nos recolhermos para dormir. Posso dizer que aqueles que gostam de turismo rural, de se hospedarem em locais simples, mas confortável e lindamente decorado, além do bom e velho calor humano, a Casa Lagar de Alagoa é a escolha perfeita. Não é à toa que está no topo do booking.com. Eu retornarei sem dúvida e espero levar minha mãe nesta próxima viagem.
Estrada entre Sortelha e Monsanto
Bem, após um sono revigorante escutando apenas o som do silêncio, pegamos uma dica de roteiro para o domingo com o Senhor Bento e colocamos o pé na estrada. A primeira parada foi em Belmonte, onde lá fomos conhecer as ruínas de um pequeno castelo e a igrejinha onde estão enterrados os restos mortais do nosso descobridor: Pedro Álvares Cabral. Belmonte é uma pequena cidade e, além do castelo e da igreja com os restos mortais de Cabral, há o museu do descobrimento e uma pequena vila antiga, que vale muito a pena a visita. De Belmonte seguimos até Sortelha, uma cidade medieval murada, com ruinas romanas bem interessantes e um rico artesanato local, além de bons doces, azeites e licores. A vista das ruínas para o vale é impressionante e adoramos conhecer Sortelha.


Belmonte
  Após deixarmos Sortelha, rumamos até Monsanto, que fica a pouco mais de 50km. A estrada é linda, com paisagens deslumbrantes e cidadezinhas bem pitorescas. Era um domingo e os velhinhos portugueses conversando pelas ruas deu ainda um brilho maior a nossa viagem. Não tenho medo de errar ao dizer que esta área de Portugal (Serra da Estrela/Beira) é simplesmente lindíssima e não perde para nenhum roteiro de interior da Europa (Provence, Loire, Toscana, etc.). O viajante que for para Serra da Estrela, pode passar lá uma semana e visitar diversos lugares na redondezas, podendo, inclusive, dar um pulinho à Espanha, que fica a menos de 100km.

Monsanto
Antes de chegarmos à Monsanto, avistamos o lugar bem no alto de uma montanha, já nos dando o indicativo de que a viagem até ali não seria em vão. Chegamos à Monsanto lá pelas 14:30h e fomos logo almoçar no primeiro restaurante que vimos, que, por sinal, tem uma vista lindíssima, além de ser bem barato (30,00 Euros para 2 pessoas - prato principal, meia garrafa de vinho e sobremesa). Após comermos bastante, fomos circular pela vila antiga, que é conhecida como a aldeia mais portuguesa de Portugal. Após uma boa caminhada, arriscamos a subida até as ruínas de um castelo que fica no topo da montanha (20min de caminhada). A vista lá de cima vale a pena. É impressionante! Agora, tem que estar preparado para o frio e o vento forte. Monsanto é lindíssima e podemos dizer que, apesar de muita duvida, foi o ponto alto da viagem naquele domingo. Se tivéssemos mais tempo, teríamos ido até a Espanha, que ficava a menos de 20km de distância. Porém, estávamos cansados e ainda faltava 280km até Lisboa, daí resolvemos ir embora, deixando ainda muita coisa para conhecer na região da Serra da Estrela e arredores, para mim, até este momento, o mais completo e belo destino turístico de Portugal.  
Casa Lagar da Alagoa

Mais paisagens

Castelo de Monsanto

Mais belas paisagens


Monsanto

Monsanto

Serra da Estrela: Estação de esqui Vodafone
   
Sortelha