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sábado, 1 de junho de 2013

FLORESTA NEGRA

Titisee

A Alemanha é um desses países em que osencantos para os turistas são infindáveis. Desde natureza, paisagens, história, cidades, diversão, cultura, gastronomia, vinhos, enfim, tudo aquilo que o viajante, independente dos gostos pessoais, adoraria descobrir. 

Dessa vez, saindo de Freiburg, resolvemos descobrir um pouco mais da Schwarzwald, e nos perdermos pelos bosques e pequenas vilas da Floresta Negra. No GPS colocamos como destino o Titisee (Lago Titi), bem próximo a Freiburg e deixamos o GPS nos guiar, na certeza de que encontrariamos uma rota lindissima até nosso destino final. O dia estava horrível, com muita chuva e neblina, mas nada para impedir que guerreiros como nós saíssemos para aproveitar o lugar.

A primeira coisa que vimos foram os vinhedos da região de Freiburg, de onde saem as uvas riesling e pinot noir para os bons vinhos da região. Em seguida, entramos por pequenas estradas pela floresta, subindo até uma altitude de 1100m, com bosques lindíssimos onde a neblina, somada à absoluta ausência de pessoas (exceto nós, os guerreiros viajantes), davam um tom bucólico e, até certo ponto, bem ao estilo dos mais arrepiantes filmes de terror.

Alguns minutos mais tarde, chegamos à Feldberg, uma pequena cidade de onde se tem acesso até as estações de esqui e os lagos da região. Em seguida, já com fome, seguimos até Titisee, onde fomos surprendidos pelo belíssimo cenário do lago, rodeado por montanhas e florestas. No centrinho da cidade com o mesmo nome tudo lindo, limpo e organizado, com muitas pessoas na rua munidas dos seus guarda-chuvas, tudo bem convidativo para um bom almoço regado à maravilhosa cerveja alemã. 

No retorno pra Freiburg, naquele dia chuvoso, nenhum arrependimento de termos enfrentado chuva, frio e neblina para "turistar", e, ao contrário disso, regressamos com uma imensa satisfação de termos vivido aqueles momentos especiais na Schwarzwald.

Titisee

Pequena vila pelo caminho

Vila bem no meio da Floresta Negra

Cidade de Titisee

Os vinhedos

Mais Titisee

Paisagem bucólica na Floresta Negra

ROTEIRO NOROESTE DE PORTUGAL

Amarante

vista do Douro na Quinta Santa Cruz
Guimarães
Amarante



Fortaleza em Guimarães

Mais Amarante

Porto - no bairro da Ribeira

Penafiel

Guimarães

Palácio de Buçaco

Amarante

Saímos de Lisboa e pegamos a autoestrada direto para o Porto, onde lá paramos para almoçar no Chez Lapin, um restaurante localizado na Ribeira e que tem o melhor bacalhau de Portugal, na minha modesta opinião. Após a pausa para o almoço e um breve passeio pelo Porto, seguimos até o Douro, onde lá nos hospedamos na bucólica Quinta Santa Cruz, onde seus proprietários, Miguel e Cristina, nos receberam com uma simpatia e atenção somente encontrada no norte de Portugal. A quinta possui quartos com mobília de época, ricamente decorados, uma vista magnifica para o rio Douro, além de jardins e exuberante floresta, onde os hospedes podem relaxar numa caminhada nocturna pela propriedade. 

No segundo dia, fizemos um roteiro pela região, onde passamos pela cidade de Penafiel, para, em seguida, seguirmos até Guimarães, onde almoçamos e aproveitamos a exuberância daquele património histórico da humanidade. Para quem aprecia o bom vinho, não deixem de degustar os vinhos verdes, muito característicos da região noroeste de Portugal. Claro, há o vinho do Porto, os tintos e os brancos do Douro, mas os verdes, sobretudo no verão, tem o seu lugar ao sol. No retorno ao Douro, paramos na pequena vinícola Casa de Algar, onde estava havendo uma prova dos vinhos verdes "Pata da Burra". Lá tomamos vinhos verdes brancos, tintos e rosés. Isso mesmo, o vinho verde não é apenas branco, ha o tinto e o rosé. Para a noite, trouxemos os vinhos da Casa de Algar até a Quinta Santa Cruz, e, apreciando o entardecer com a bela vista do Douro, bebemos o vinho e comemos uns pães e biscoitos típicos da região. 

Na manhã do terceiro dia, já retornando à Lisboa, fomos até Amarante, uma cidade histórica próximo do Douro. Lá paramos para tirar algumas fotos, mas, pelo tempo curto, decidimos descer em direcção à Lisboa, onde fizemos mais uma parada no Palácio de Buçaco, próximo à Coimbra, na zona de Mealhada. No palacio funciona um hotel e um restaurante, com uma decoração de época lindíssima. O restaurante, todavia, foi uma grande decepção, pois além de caríssimo (€50,00 por pessoa com uma garrafa de vinho simples), a comida deixou muito a desejar. O bacalhau estava ruim e o leitão veio servido desfiado numa espécie de empada. Imaginem uma empada por € 25,00?!? Em seguida, chegamos, enfim, à Lisboa, na certeza de que conhecemos mais um pouco desse belíssimo país que é Portugal.